quinta-feira, 28 de maio de 2015

Corredores Ecológicos




O conceito surgiu durante os anos 90, em meio à debates na comunidade científica. Ele foi considerado como uma das principais estratégias a utilizar na conservação da biodiversidade. No Brasil, o conceito foi incorporado à legislação em 1993 pelo decreto Decreto nº 750, já revogado, que dispunha sobre "o corte, a exploração e a supressão de vegetação primária ou nos estágios avançado e médio de regeneração da Mata Atlântica". Ali havia a proibição de "exploração de vegetação que tenha a função de (...) formar corredores entre remanescentes de vegetação primária ou em estágio avançado e médio de regeneração" (OECO).
Hoje, a matéria está disposta na lei do SNUC que, através do art. 25, determina que "as unidades de conservação, exceto Área de Proteção Ambiental e Reserva Particular do Patrimônio Natural, devem possuir uma zona de amortecimento e, quando conveniente, corredores ecológicos" (OECO).
O Corredor Ecológico é um instrumento de gestão e ordenamento territorial, definido pelo Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza – SNUC (Lei 9.985, de 18 de julho de 2000), com o objetivo de garantir a manutenção dos processos ecológicos nas áreas de conexão entre Unidades de Conservação, permitindo a dispersão de espécies, a recolonização de áreas degradadas, o fluxo gênico e a viabilidade de populações que demandam mais do que o território de uma unidades de conservação para sobreviver (ICMBio).

Os corredores são criados com base em estudos sobre o deslocamento de espécies, sua área de vida e a distribuição de suas populações. A partir das informações obtidas são estabelecidas as regras de utilização destas áreas, a fim de amenizar e ordenar os impactos ambientais das atividades humanas. Estas regras farão parte do plano de manejo da Unidade de Conservação à qual o corredor estiver associado (OECO).
A implementação de um Corredor Ecológico depende da pactuação entre a União, Estados e Municípios para permitir que os órgãos governamentais responsáveis pela preservação do meio ambiente e outras instituições parceiras possam atuar em conjunto para fortalecer a gestão das Unidades de Conservação, elaborar estudos, prestar suporte aos proprietários rurais e aos representantes de comunidades quanto ao planejamento e o melhor uso do solo e dos recursos naturais, auxiliar no processo de averbação e ordenamento das reservas legais - RL, apoiar na recuperação das Áreas de Preservação Permanente - APP, entre outros (ICMBio).
O propósito maior desta estratégia de integração é buscar o ordenamento do território, adequar os passivos ambientais e proporcionar a integração entre as comunidades e as Unidades de Conservação, compatibilizando a presença da biodiversidade, a valorização da sociobiodiversidade e as práticas de desenvolvimento sustentável no contexto regional (ICMBio).

Link de um pdf sobre corredores ecológicos: [DOWNLOAD]

Fonte: http://www.florestalbrasil.com/2015/05/corredores-ecologicos.html

terça-feira, 28 de abril de 2015

Revestimento com Resíduos, Oficina abril 2015





Se uma planta não consegue viver de acordo com sua natureza, 
ela morre, assim também um homem.   



Porque todas as coisas boas são selvagens e livres





Toda modificação é um milagre a contemplar



Desfruta a terra, mas sem possuí-la




como se fosse possível




matar o tempo sem matar a eternidade.



Cada pôr do sol que vejo  


me inspira o desejo de partir para um oeste tão distante e belo quanto aquele onde o sol sumiu




é chegarmos à conclusão 



de que nunca estamos sós.

Henry David Thoreau
considerado o pai do ambientalismo

terça-feira, 7 de abril de 2015

Os caquinhos de São Paulo


Se você é paulista ou se já circulou por bairros mais tradicionais e preservados de São Paulo, provavelmente já deve ter visto o revestimento de caquinhos para pisos.
O chão de cerâmica quebrada faz parte das memórias de vários moradores da cidade e marcou uma geração inteira como decoração da época das casas paulistas.
Mais interessante que o charme dos caquinhos, só mesmo a história que está por trás dessa tradição. Tendo como base a história contada pelo engenheiro Manoel Botelho, o bim.bon te ajuda a entender como o revestimento virou febre na metade do século passado.
Por volta das décadas de 40 e 50, São Paulo possuía duas grandes indústrias de cerâmica. A mais importante para contar essa história é a Cerâmica São Caetano, que chegou no estado paulistano em 1913 e, por muitos anos, foi referência em produção de tijolos, ladrilhos e telhas.
Um dos produtos mais populares dessas indústrias era um tipo de lajota cerâmica quadrada (com cerca de 20x20cm), composta por quatro quadrados iguais. Inicialmente, elas eram produzidas nas cores vermelha - que era a mais comum e mais barata -, preta e amarela. Essas lajotas eram comumente utilizadas em pisos de comércios ou em casas de classe média. Na época, os lotes dos operários possuíam de 10x30m ou, no mínimo, 8 x 25m - o dinheiro era escasso e os pisos eram em sua grande maioria cimentados, cinzas e monótonos.
No entanto, naquela época, durante o processo de fabricação industrial das peças, aconteciam muitas quebras das lajotas - e esse material quebrado era deliberadamente descartado pela fábrica. Eram caminhões carregados que transportavam os descartes para um terreno abandonado para serem enterrados.
Até que um dia, um funcionário da empresa que terminava a reforma de sua casa e não possuía dinheiro para revestir seu piso, lembrou das lajotas quebradas e dispensadas. O operário pediu que pudesse reunir parte do das sobras e usar em sua reforma - a empresa topou e ainda forneceu transporte gratuito dos restos de cerâmica, já que economizaria dinheiro se não houvesse tanto descarte para enterrar.
A remessa recebida pelo operário possuia predominantemente peças vermelhas, mas haviam algumas amarelas e pretas também. No momento de assentar, o empregado não descartou as peças de outras cores - misturou o preto e o amarelo no revestimento para quebrar a monocromacia do vermelho terroso.
O charme da entrada da casa do operário gerou burburinho entre os vizinhos e muitos elogios. Assim, rapidamente, a moda se espalhou pelo bairro e até jornais da época noticiaram a nova febre de revestimento que se espalhava por São Paulo.
Até que um dia, um funcionário da empresa que terminava a reforma de sua casa e não possuía dinheiro para revestir seu piso, lembrou das lajotas quebradas e dispensadas. O operário pediu que pudesse reunir parte do das sobras e usar em sua reforma - a empresa topou e ainda forneceu transporte gratuito dos restos de cerâmica, já que economizaria dinheiro se não houvesse tanto descarte para enterrar.
A remessa recebida pelo operário possuia predominantemente peças vermelhas, mas haviam algumas amarelas e pretas também. No momento de assentar, o empregado não descartou as peças de outras cores - misturou o preto e o amarelo no revestimento para quebrar a monocromacia do vermelho terroso.
O charme da entrada da casa do operário gerou burburinho entre os vizinhos e muitos elogios. Assim, rapidamente, a moda se espalhou pelo bairro e até jornais da época noticiaram a nova febre de revestimento que se espalhava por São Paulo.
A partir daí, classes mais altas também passaram a aderir a nova mania e as indústrias de cerâmica viram na popularização dos caquinhos uma fonte de lucro e começaram a vender - obviamente, a preços acessíveis - os cacos de cerâmica. O custo do metro quadrado do caquinho cerâmico era 30% do valor de um caco íntegro.
Até este ponto, a história faz sentido e não há nada de muito surpreendente ou inacreditável na popularização dos caquinhos. Mas o improvável aconteceu: a demanda pelo revestimento cresceu tanto que começou a faltar cacos de cerâmica no mercado - para não comprometer as vendas, a própria empresa passou a quebrar as lajotas inteiras. O mais curioso ainda é que, anos depois, chegou no ponto em que o refugo passou a ser mais caro do que a cerâmica íntegra.
Mas os caquinhos de cerâmica foram embora tão rápido quanto vieram - nos anos 60, a classe média, que foi a maior responsável pela popularização do revestimento, passou a se mudar para condomínios e prédios - por isso, pararam de fazer uso dos cacos. As classes inferiores também passaram por mudanças - ou foram residir em lotes menores ou recorriam a casas nas favelas.
Se você ficou com saudade dos pisos de caquinhos ou se você ficou curioso e ainda não conhece o revestimento que foi febre nos anos 50, anote a dica - o bairro da capital paulista Vila Mariana é repleto de casas tradicionais e bem preservadas que ainda têm o piso revestido com os cacos de cerâmica.
Se você se apaixonou pela história dos caquinhos e quer investir no visual retrô para o piso da sua casa, bom, o caminho é um pouco mais complicado - o mais recomendável é você visitar cemitérios de azulejos.
leia mais:


http://iabto.blogspot.com.br/2015/09/a-historia-surpreendente-dos-caquinhos.html


sexta-feira, 20 de março de 2015

Iniciação Científica

por Cinthia Reis




                                                                                                                                                                  

Acadêmicos, pesquisadores, críticos, editores, políticos ou fotógrafos são alguns dos caminhos profissionais que ainda estão dentro do ambiente da arquitetura e que são fundamentais para o aprimoramento da profissão como disciplina. E, independentemente da direção escolhida, o projeto faz parte da vida de qualquer profissional com um diploma de arquitetura e urbanismo nas mãos - ainda que não seja um projeto erguido com vigas e pilares. "Uma coisa é você escolher uma formação acadêmica, outra é escolher o que você vai fazer para o resto da vida", instiga Mônica Junqueira, arquiteta e professora livre-docente de História da Arquitetura Contemporânea na FAUUSP.

CONHECIMENTO ACADÊMICO
Uma boa universidade de arquitetura apresenta um novo mundo de possibilidades aos estudantes - e, muitos deles, não ligados diretamente ao ato de projetar. "Existe um monte de atividades que a formação de arquiteto apresenta. É preciso estar antenado com o que acontece no mercado, quais são os debates e as novas produções", conta Ruth Verde Zein, arquiteta, crítica de arquitetura, pesquisadora e professora da FAU-Mackenzie.
Ruth, no entanto, alerta: "a arquitetura se desdobra em várias formas de abordagem. Mas, em qualquer abordagem, continua sendo o assunto principal da faculdade". Por isso, lembra, se o aluno não gosta de entender arquitetura, não vai seguir qualquer outra área dentro da disciplina.
Sim, porque em qualquer dos caminhos escolhidos a discussão arquitetônica será muito presente, e é importante lembrar que as referências para o trabalho do arquiteto estão por toda a parte: os lugares em que passa, o olhar atento às novas construções, a percepção da cidade em que vive e aquelas que visita. "Inevitavelmente, o fotógrafo de arquitetura está sempre trabalhando, e tem de gostar disso", concorda Leonardo Finotti, fotógrafo especializado em arquitetura.

CONHECIMENTO ESPECÍFICO
Ainda que uma boa faculdade apresente possibilidades, não forma um aluno para outras profissões. "Apesar de fazer parte do mundo do arquiteto, uma faculdade de arquitetura não prepara o aluno para ser editor", endossa Cris Corrêa, arquiteta e diretora da Editora C4, especializada em publicações sobre arquitetura, que teve de aprender muito de sua atual profissão do zero. "Não tinha a menor ideia do que ia fazer na faculdade, apesar de gostar de arquitetura. Eu era da turma que gostava de pesquisar, de biblioteca, enquanto estava na cara que alguns colegas seguiriam para a área de projetos. Lia e pesquisava muito. E o olhar de arquiteto faz toda a diferença para minha profissão hoje", avalia.
O desafio de encarar uma nova profissão sem uma base teórica específica também fez parte do início de carreira de Nelson Kon. Com um agravante: um mercado de trabalho praticamente inexistente para fotógrafos especializados em arquitetura. "Eu não tinha interlocutor, aprendi com a vivência que tive", lembra Nelson. Sua estratégia foi trabalhar nos primeiros anos como fotógrafo de publicidade. "Isso me deu uma grande referência de técnica e de estúdio. E o repertório de arquitetura da faculdade somado ao que aprendi tecnicamente foi essencial para hoje eu ser um fotógrafo especializado", conta.
A arquitetura abre os olhos para enxergar os enquadramentos, as escalas, as distâncias, a importância da luz e, na prática, a fotografia está muito próxima a tudo isso. "É preciso aprender a construir a luz, sair do escuro para ir ao objeto iluminado. A iluminação natural é ferramenta básica do fotógrafo de arquitetura", diz Nelson.




EXPERIÊNCIA DO MUNDO 

"O equipamento não faz o fotógrafo, mas o olho, a informação e estar sempre atento", conta Nelson Kon. É esse olhar sempre atento que todos os entrevistados concordam ser necessário: e acumular referências - e a aquela tão sempre falada bagagem cultural - é sempre uma boa maneira de ser um bom profissional e de saber escolher a área em que quer, e gosta, de atuar. "Esquece o fetiche do equipamento. É preciso ter cultura geral. A fotografia é um recorte no tempo e no espaço. Quanto mais repertório você tem, mais você se aprimora na atividade", avalia. Isso inclui livros, filmes, conversas, viagens, pesquisas e muito estudo.
Leonardo Finotti concorda. "Fotografia para ilustrar é muito básico, fotografia é mais inteligente do que isso, é um projeto que requer concentração, tempo e dedicação. Esse filtro gera uma mais-valia, porque quem me contrata sabe que irá receber um trabalho bem elaborado", analisa.

POR ONDE COMEÇAR 


Quem pensa em seguir a carreira acadêmica, por exemplo, pode começar por uma iniciação científica. Ruth recomenda procurar um grupo de pesquisa. "A pesquisa se faz em grupo. Então, a dica é se inserir em um grupo de pesquisa e começar colaborando até adquirir confiança." Conversar com professores que sugiram temas é um começo para saber que lado da pesquisa seguir. "E buscar saber o que os outros estão pesquisando, produzindo e não ter a pretensão de querer reinventar a roda. A crítica é levantar polêmica e ser coerente. Teoria de arquitetura é fazer sentido na prática", conclui.
Outras dúvidas podem surgir no momento do ingresso no mercado de trabalho. "Fique atento às oportunidades e arrisque. Às vezes, achamos que o caminho que escolhemos é uma coisa e, quando trabalhamos de fato, vemos que não é", alerta Mônica. Cris faz coro: "É importantíssimo fazer estágio antes de realmente entrar para o mercado de trabalho. O começo da profissão é difícil e não dá para manter nenhuma profissão com idealismos".

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

TODMORDEN



TODMORDEN, UMA REVOLUÇÃO GENTIL 

Existem mais de 70 jardins comunitários na cidade inglesa Todmorden, West Yorkshire. A cidade ostenta pomares e hortas nos locais mais improváveis e seus moradores são encorajados a colherem frutas e hortaliças onde quiserem, de graça. Em frente a Estação policial é possível colher flores, ervas, alfaces, cenouras e os policiais até incentivam seu consumo. Os moradores da cidade decidiram transformar a paisagem urbana num gigante jardim comestível. A co-fundadora do projeto Incredible Edible, Mary Clear fala da meta ambiciosa para a cidade tornar-se independente de suprimentos alimentícios em 2018 e de uma Revolução Gentil que considera a dignidade das pessoas.


Quando questionada sobre o que acontece quando alguem pega todas as maçãs ou limpa todo o canteiro da Estação policial, ela responde enfaticamente: -"Nada. Em Todmorden, nós confiamos nas pessoas, - que elas são decentes e que querem ser parte da solução." 


A idéia do Incredible Edible surgiu quando Mary e sua amiga proprietária de um Café na cidade, começaram a pensar no que fazer para melhorar o mundo. E logo decidiram, sujar suas próprias mãos literalmente e começarem a plantar. Além de plantar e estimular a economia local, o Incredible Edible pretende educar as pessoas quanto alimentação saudável, orgânica e não geneticamente modificada.
Ao invés de culpar o governo, ou outros no mundo resolveram agir.


http://naturalsociety.com/self-sustaining-town-grows-vegetables-unlikely-places/#ixzz3RT8uk8sr 

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Projeto Cidades Comestíveis




E se, ao caminhar por parques, praças, ruas e calçadas de São Paulo, ao invés de encontrar grama, terra e cimento, você pudesse colher uma alface, regar um pé de couve ou tirar uma pitanga direto da árvore?

E se esse patrimônio fosse mantido colaborativamente e pudesse ser acessado de forma gratuita? Na São Paulo da seca iminente, parece um cenário distante. Mas essa é a utopia que o projeto “Cidades Comestíveis” está plantando.

Para exemplificar, cita Bill Mollison, um dos precursores da permacultura, que diz que, se começarmos a fazer produção de pequena escala em nossos jardins, podemos resolver boa parte do problema de alimentação do mundo. 

“Falamos de agricultura cidadã, de engajar pessoas na cidade que queremos. Se se alimentar é um direito constitucional, também é direito produzir seu próprio alimento. 

É uma forma de combater a insegurança alimentar pela raiz, diminuir o tanto de comida industrializada que não sabemos a procedência”, argumenta. Biazoti afirma que seria necessário desenvolver processos de produção comunitária em cada bairro, que aproximem e reconectem as pessoas com seus alimentos.

http://portal.aprendiz.uol.com.br/2015/02/06/por-uma-cidade-comestivel-projeto-quer-ajudar-hortoes-a-brotarem-no-espaco-urbano/


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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Vida Simples

Fonte da imagem: Vida Simples



Nascido e criado em Belo Horizonte, há 30 anos Guilherme se mudou para São Sebastião das Águas Claras, mais conhecido como Macacos, na Grande BH. 

Formado em arquitetura e especializado em paisagismo, ele morou na Espanha por um ano. Mas foi em Macacos, em um sítio em meio à natureza, que se encontrou. Por 15 anos, morou ali sem energia elétrica. 

Ele diz até hoje não comprar roupas e só usar aquelas que seus irmãos lhe dão. 

“Não atribuo grandes valores ao materialismo. Tenho uma caminhonete porque preciso dela para trabalhar.”

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

CIDADE BIOFÍLICA

CIDADE BIOFÍLICA

High Line, Nova York - Via landarchs.com     
High Line, Nova York - Via landarchs.com

O termo “biofilia” é utilizado pela Universidade de Harvard para definir o grau em que os seres humanos estão conectados com a natureza e com outras formas de vida.
Timothy Beatl, autor do livro “BiophilicCities: IntegratingNatureintoUrban Design and Planning”, aplica o termo biofilia às cidades que apresentam um desenho urbano que permite aos habitantes desenvolverem atividades e um estilo de vida que os deixa aprender com a natureza e comprometer-se com seu cuidado. Além disso, as instituições locais das cidades biofílicas destinam parte do orçamento dos seus governos para cumprir este compromisso.
Para Beatley, o projeto biofílico tem aumentado nos últimos anos, particularmente nos edifícios que buscam integrar características naturais, como luz, ventilação e vegetação; no entanto, a grande maioria dos centros urbanos não tem canalizado seus esforços para desenvolver esta tendência.
Na continuação poderá conhecer sete características das cidades biofílicas.


High Line, Nova York © David Berkowitz; via Flickr     
High Line, Nova York © David Berkowitz; via Flickr

1. Natureza abundante nas proximidades das cidades com grande número de habitantes.
Para alcançar esta característica, as cidades biofílicas possuem programas públicos de infraestrutura de áreas verdes que lhes permitem destinar uma porcentagem de seu orçamento para financiar estes projetos. Levando isso em conta, Nova York se qualifica como uma cidade biofílica, já que conta com o programa PlaNYC, que pretende que em 2030 cada habitante da cidade tenha um espaço público verde a 10 minutos de caminhada.Seattle também se classifica como uma cidade biofílica, porque tem o plano Seattle P-Patch, que visa construir um jardim urbano comunitário para cada 2.500 habitantes.


Wellington, Nova Zelândia - landarchs.com     
Wellington, Nova Zelândia - landarchs.com

2. Afinidade entre cidadãos, flora e fauna nativa

Bentley considera o clima, a flora e a fauna como características que definem o lar urbano. Por isso, considera fundamental que as autoridades municipais eduquem, estimulem e incentivem os habitantes a conhecer as espécies locais e nativas da flora e fauna, para que as comunidades valorizem seus benefícios ambientais e procurem preservá-los.
Em Wellington, Nova Zelândia, esta prática já é uma realidade graças ao trabalho de mais de sessenta grupos comunitários e voluntários de conservação que nos últimos anos tem realizado 28.000 horas de serviço em 4.000 hectares de reservas naturais. No caso de Oslo,Noruega, mais de 81% dos habitantes visitou em 2012 os bosques que rodeiam a cidade, o que demonstra o valor que os residentes dão pela paisagem natural.
Guarde esta imagem junto com tuas outras favoritas!
Canopy Walk, Singapura - Via landarchs.com      
Canopy Walk, Singapura - Via landarchs.com

3. Oportunidades para estar ao ar livre e desfrutar da natureza
A urbanização leva à falta de áreas verdes e à valorização dos terrenos baldios como um verdadeiro prêmio. Para não criar a sensação de que faltam espaços verdes, pode-se conectar os parques urbanos existentes através de caminhos que facilitem o acesso a essas áreas por parte dos moradores. Assim, as cidades biofílicas oferecem várias opções para se estar ao ar livre e realizar caminhadas.
Singapura já conectou seus parques, integrando 200 quilômetros de caminhos por meio de passarelas elevadas que permitem que habitantes de diferentes pontos da cidade entrem nos parques. Entretanto, Anchorage, Alaska, tem 1,6 km de caminhos naturais a cada 1000 habitantes. Estes são multiusos e dão a possibilidade de serem utilizados durante todo o ano, tanto para realizar passeios como para esquiar.


Oslo, Noruega - Via landarchs.com    
Oslo, Noruega - Via landarchs.com

4. Ambientes multissensoriais
A integração de espaços naturais e corredores ecológicos na trama urbana podem ajudar a criar as condições necessárias para novos espaços multissensoriais, onde os sons naturais são tão apreciados como a experiência visual de percorrer um parque.  Um exemplo de espaços multissensoriais é um projeto norueguês que busca iluminar oito rios de Oslo. Isto será parte de Akersleva, um corredor que permitiria aos cidadãos do centro da cidade se transportar até os parques próximos passando por caminhos com 14 áreas de silêncio.
Guarde esta imagem junto com tuas outras favoritas!
Via limerickbiodiversity.weebly.com   

5. As cidades biofílicas concedem um papel importante à educação no campo da natureza
A educação sobre a natureza pode promover a adoção de uma vida sustentável por parte da população. As cidades biofílicas dão importância à educação em campo, porque dá a possibilidade de unir-se com outras pessoas para conectar-se com a natureza, podendo ser através de caminhadas guiadas, acampamentos ou voluntariado para recuperar áreas naturais.
Em Limerick, Irlanda, vários grupos ambientalistas estão trabalhando com o município para educar a população sobre a biodiversidade e as espécies selvagens nativas. Urban Tree Project  e Limerick City Biodiversity Network são dois novos grupos que tem envolvido a população local com a natureza, oferecendo visitas guiadas, conferências e recursos online para aprender sobre a importância da biodiversidade.


Portland, Estados Unidos - Via landarchs.com  
Portland, Estados Unidos - Via landarchs.com

6. Investimento em infraestrutura social que ajude a população urbana à compreender a natureza
O investimento nesta área é um excelente indicador de uma cidade biofílica. De acordo com Beatley, as cidades deste tipo investem em torno de 5% do seu orçamento dedicado à biodiversidade e pelo menos colocam em funcionamento um projeto biofílico por ano. Com isso, podem-se construir centros de vida silvestre e museus de história natural, financiar iniciativas escolares e programas de recreação, entre outros.
Em Portland, Oregon, essa porcentagem do orçamento se superou notavelmente e tem-se feito investimentos em infraestrutura social e “verde”, já que contam com os parques urbanos com maior superfície per capita dos Estados Unidos. Entretanto, N’Parks de Singapura tem um programa de incentivos chamado Skyrise Verde, que financia até 75% dos projetos para jardins urbanos em telhados e paredes verdes.


Parque Olarizu, Vitoria-Gasteiz - Via landarchs.com  
Parque Olarizu, Vitoria-Gasteiz - Via landarchs.com

7. As cidades biofílicas tomam medidas para apoiar ativamente a conservação da natureza
As cidades devem ter em conta a sua pegada ecológica e os impactos negativos sobre o ambiente que gera a população e as atividades desenvolvidas pela mesma. Para conseguir isso, as cidades - que podem ser chamadas de biofílicas - focam no desenvolvimento compacto e na designação de áreas protegidas através da criação de planos de ação para proteger a biodiversidade do lugar.
Em Nagoya, Japão, 10% do solo está localizado ao lado dos limites urbanos, de modo que fique em um estado não gerenciado e possa ser protegida como reserva natural. Enquanto isso, Phoenix, EUA, comprou 17.000 hectares de deserto a fim de evitar os efeitos negativos da expansão urbana da cidade e designar esta área como um lugar para a conservação da natureza.
Também o caso de Vitória - Gasteiz, no País Basco, cidade que está cercada por um cinturão verde para limitar o desenvolvimento da cidade e proteger o pantanal Salburua. Como este plano tem dado bons resultados, está sendo estudada a possibilidade da criação de um anel verde interno para levar as áreas verdes para dentro da cidade.
Para Beatley, os indicadores que se concentram na introdução e proteção de áreas verdes naturais ao interior das cidades, incentivam a interação dos habitantes com a educação ambiental e restauração dos habitats das cidades. Considerando que mais da metade da população mundial vive em centros urbanos onde há uma carência de natureza, a biofilia tornou-se a melhor opção para as cidades.
Texto por Constanza Martínez Gaete via Plataforma Urbana. Tradução Archdaily Brasil.




Fonte:Fernanda Britto. "O que é uma cidade biofílica?" 16 May 2013. ArchDaily Brasil. Acessado 2 Fev 2015. http://www.archdaily.com.br/br/01-99393/o-que-e-uma-cidade-biofilica?ad_medium=widget&ad_name=most-visited-article-show

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Abaetetuba Quintal Agroflorestal


Video apresentado por Helena Maltez at TEDxBuenosAires 2012

https://www.youtube.com/watch?v=sTHbo9dPtkc&feature=youtu.be




Agrofloresta, una cultura de cuidado con la vida: Helena Maltez at TEDxBuenosAires 2012

https://www.youtube.com/watch?v=he2617T_s7U

Coco do Pé de Manga










https://www.youtube.com/watch?x-yt-ts=1421914688&v=p8EjV7hIQVQ&x-yt-cl=84503534

"Como é que pode tamanho descabimento 
derrubar um pé de manga pra fazer apartamento? 
derrubar um pé de jaca pra fazer um viaduto?"


Jessier Quirino, 





Jessier Quirino, Arquiteto por profissão, poeta por vocação, matuto por convicção. Apareceu na folhinha no ano de 1954 na cidade de Campina Grande, Paraíba e é filho adotivo de Itabaiana também na Paraíba, onde reside desde 1983.

Filho de Antonio Quirino de Melo e Maria Pompéia de Araújo Melo e irmão mais novo de Lamarck Quirino, Leonam Quirino, Quirinus Quirino e irmão mais velho Vitória Regina Quirino.

Estudou em Campina Grande até o ginásio no Instituto Domingos Sávio e Colégio Pio XI. Fez o curso científico em Recife no Esuda e fez faculdade de Arquitetura na UFPB – João Pessoa, concluindo curso em 1982. Apesar da agenda artística literária sempre requisitada, ainda atua na arquitetura, tendo obras espalhadas por todo o Nordeste, principalmente na área de concessionárias de automóveis. Na área artística, é autodidata como instrumentista (violão) e fez cursos de desenho artístico e desenho arquitetônico. Na área de literatura, não fez nenhum curso e trabalha a prosa, a métrica e a rima como um mero domador de palavras.

Preenchendo uma lacuna deixada pelos grandes menestréis do pensamento popular nordestino, o poeta Jessier Quirino tem chamado a atenção do público e da crítica, principalmente pela presença de palco, por uma memória extraordinária e pelo varejo das histórias, que vão desde a poesia matuta, impregnada de humor, neologismos, sarcasmo, amor e ódio, até causos, côcos, cantorias músicas, piadas e textos de nordestinidade apurada.

Dono de um estilo próprio "domador de palavras" - até discutido em sala de aula - de uma verve apurada e de um extremo preciosismo no manejo da métrica e da rima, o poeta, ao contrário dos repentistas que se apresentam em duplas, mostra-se sozinho feito boi de arado e sabe como prender a atenção do distinto público.

Nos espetáculos com fundo musical, apresenta-se acompanhado de músicos de primeira grandeza, entre os quais, dois filhos, que dão um tom majestoso e solene ao recital. São eles: Vitor Quirino (violão clássico), e Matheus Quirino (percussão). Os músicos Letinho (violão) e China (percussão) atuam nos espetáculos mais elaborados.

Apesar de muitos considerá-lo um humorista, opta pela denominação de poeta, onde procura mostrar o bom humor e a esperteza do matuto sertanejo, sem, no entanto fugir ao lirismo poético e literário.

http://www.letras.com.br/#!biografia/jessier-quirino

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Ron Finley




O artista e designer norte-americano Ron Finley decidiu dar nova utilidade aos canteiros e terrenos baldios da sua vizinhança. Estes espaços, antes vazios ou degredados, transformaram-se em jardins de alimentos. 

O vídeo está em inglês, para assistir com legendas clique em download e escolha a legenda em português,



http://caipirismo.com.br/2015/01/16/ron-finley-um-jardineiro-guerrilheiro-de-los-angeles/



26,5 milhões de americanos vivem em um deserto alimentar, 
o que é incrível é que o drive thru mata mais pessoas que tiroteios,
vejo cadeiras de rodas comercializadas como carros,
vejo centros de diálise em toda parte,
e pensei isso tem que parar,
Comida é o problema
e é também a solução.

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sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

ENCICLICA PAPAL SOBRE A MÃE TERRA


Fonte da imagem: Birds of Paradise



CARTA ENCÍCLICALAUDATO SI’ DO SANTO PADRE FRANCISCO SOBRE O CUIDADO COM O MEIO AMBIENTE, NOSSA CASA COMUM 

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Friedensreich Hundertwasser



A partir de 1950, o controverso artista e arquiteto austríaco Friedensreich Hundertwasser (1928-2000) desenvolveu uma série de ensaios contra a arquitetura racional, a ortogonalidade e os espaços "não humanos" que tiravam o homem de seu meio ambiente natural. 


O artista rejeitou sempre a linha reta e apostou na mudança pela espiral, as cores fortes e as formas orgânicas. Para Hundertwasser, a miséria humana era resultado de uma arquitetura monótona, estéril e repetitiva, gerada por uma produção industrial mecanizada. Em seus discursos chamava a boicotar este tipo de arquitetura e exigia, em troca, a liberdade criativa da construção e o direito à individualidade.




Com o discurso ecológico seus edifícios são manifestos construídos a partir de um pensamento muito mais profundo de como o ser humano se relaciona com o meio através do espaço habitável e como pode determinar sua existência em harmonia com a natureza.

http://www.hundertwasser.at/





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